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quarta-feira, 22 de maio de 2013
Sinal de oração em LIBRAS
Oração
é algo sério, específico, objetivo, e segue regras e princípios estabelecidos
na Palavra de Deus. É a tentativa de orar em desarmonia com eles que resulta em
uma experiência frustrante de não ver as orações e súplicas respondidas. Paulo
declara em Efésios 6:18:
"Com
toda oração e súplica, orando em todo o tempo no espírito e para isto vigiando
com toda a perseverança e súplica por todos os santos."
A
Bíblia de Jerusalém traduz: "Com
orações e súplicas de toda a sorte orai em todo o tempo..." A tradução
de J. B. Phillips diz: "Orai sempre
com toda a sorte de orações..."; a Bíblia Amplificada traduz: "Orai em todo tempo - em cada ocasião,
em cada época - no espírito, com toda (maneira de) oração e súplica."
Há
diversos tipos ou espécies de oração e cada um deles segue princípios claros.
Há regras estabelecidas na Palavra de Deus para esses diferentes tipos de
oração. E é aqui onde há grande confusão. Costumamos definir nosso
relacionamento com Deus em uma palavra: oração. Tudo o que Lhe dizemos ou
pedimos chamamos "oração". Sim, tudo é oração. É preciso, contudo,
saber: Há diversos tipos de oração. Há orações que não buscam necessariamente
alguma coisa de Deus. Outras visam alterar uma circunstância em nossa vida ou
na vida de terceiros. A todas elas Deus deseja ouvir.
"Ó
Tu que escutas as orações, a Ti virão todos os homens" (Sl. 65:2), pois "A
oração dos retos é o Seu contentamento" (Pv. 15:8b).
No
segundo livro da série Escola de Oração,
intitulado Tipos de Oração, abordamos
o assunto. Aqui vamos apenas citar a existência dos mesmos, com uma breve
definição, a título de uma rápida lembrança. A quem não estudou o referido
livro, recomendamos fazê-lo, a fim de tirar melhor proveito deste.
Níveis de Oração
Poderíamos
classificar as orações em três níveis diferentes: Deus, nós e os outros. Dentro de cada um desses níveis
há diversos tipos de oração:
1 - Deus como centro das nossas orações
Há
orações que são dirigidas a Deus, visando Deus mesmo, o que Ele é, o que Ele faz e o que Ele nos tem
feito. Outra coisa não buscamos, senão apresentar-Lhe nossa gratidão,
louvor e adoração. Dentro deste nível temos três tipos de oração:
1º - Ações de Graça - A
expressão do nosso reconhecimento e gratidão a Deus pelo que Ele nos tem feito.
Basicamente é a oração que expressa gratidão a Deus pelas bênçãos que Ele tem
derramado sobre nós.
2º - Louvor - A
oração de louvor é um passo além das ações de graça. São expressões de louvor a
Deus pelo que Ele faz. Louvar é reunir todos os feitos de Deus e expressá-los
em palavras, numa atitude de exaltação e glorificação ao Seu Nome, que é digno
de ser louvado.
3º - Adoração - O
tipo de oração que exalta a Deus pelo que Ele é. É a entrada no Santo dos
Santos para responder ao amor do Pai. Ali nada fala do homem, mas dEle. É o
reconhecimento do que Ele é. É a resposta do nosso amor ao amor Divino.
2 - Nós mesmos como o centro das orações
Aqui
vamos a Deus para apresentar necessidades pessoais. Embora falando com Deus, o
foco da atenção é a satisfação de nossas necessidades. Vamos a Deus em busca de
uma resposta para a alteração de alguma circunstância em nossa vida. Nesse
nível temos também três tipos de oração:
1º - Petição - É
"um pedido formal a um poder
maior". É a apresentação a Deus de um pedido, visando satisfazer uma
necessidade pessoal, tendo como base uma promessa de Deus. Nesse tipo de oração
já temos o conhecimento de qual é a Sua vontade, pelo que o pedido será feito
em fé, com a certeza da resposta, antes mesmo da sua manifestação, de acordo
com Marcos 11:24.
2º - Consagração ou Dedicação - É
uma atitude de submissão à vontade de Deus. Essa oração é para as ocasiões em
que a vontade de Deus é desconhecida. Exige espera, consagração e inteira
disposição de conhecer e seguir a vontade do Pai.
3º - Entrega - É
a transferência de um cuidado ou inquietação para Deus. É lançar o cuidado
sobre o Senhor, com um conseqüente descanso. Essa oração é feita quando um cuidado,
um problema ou inquietação nos bate à porta.
3 - Os outros como centro das nossas
orações
Aqui
vamos a Deus como sacerdotes, como intercessores, levando a necessidade de
outra pessoa. Nosso motivo primeiro é ver as circunstâncias alteradas na vida
de outrem. Esta é a oração de intercessão.
Interceder é colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa.
Formas de Oração
Todos
os tipos de oração podem ser levados a Deus de três formas: Através da oração
privada, da oração de concordância ou da oração coletiva.
1 - Oração Privada
(Mt. 6:6). Cada filho de Deus tem direito de entrar em Sua presença, com
confiança, e apresentar-Lhe a oração da fé (Hb. 4:16). Nessa forma de oração só
o Espírito de Deus é testemunha. Ela pode ser feita apenas no coração, ou em
palavras audíveis.
2 - Oração de Concordância
(Mt. 18:18-20). Aqui, dois ou três se reúnem em comum acordo sobre o que pedem
a Deus. Há um poder liberado através da concordância, de acordo com Dt. 32:30.
3 - Oração Coletiva
(At. 4:23-31) - Esta é feita quando o Corpo se une em oração. É uma oração de
concordância com um número maior. Quando um corpo de cristãos levanta sua voz a
Deus, unânime, não só na palavra ou expressão, mas no mesmo espírito, como na
Igreja de Jerusalém, há uma grande liberação do poder de Deus.
Recursos de Auxílio à Oração
Toda
vida e manifestação do poder de Deus é o resultado da união entre o Espírito
Santo e a Palavra de Deus. Esses dois grandes recursos à nossa disposição para
o exercício espiritual da oração, levam-nos a uma experiência feliz em nosso
relacionamento com Deus. Seu poder começa a ser demonstrado em grande medida em
nossas vidas e na vida daqueles por quem intercedemos. Esses recursos são: o
uso da Palavra e a dependência do Espírito Santo na oração.
1 - Orando a Palavra -
Orar a Palavra é tomar a promessa de Deus e levá-la de volta a Ele, através da oração,
no espírito de Isaías 62:6-7. Quem ora a Palavra já começa com a resposta. A
vontade de Deus é a Sua Palavra e toda oração de acordo com Sua vontade, Ele
ouve. A Palavra elevada a Deus em oração, não voltará vazia (Is. 55:10-11).
2 - Orando no Espírito (1
Co. 14:14; Ef. 6:18; Jd. 20). Em áreas conhecidas pela mente, podemos aplicar a
Palavra escrita, orando de acordo com o nosso entendimento. Mas, quando
chegamos ao limite da mente, o Espírito Santo vem em nosso auxílio (Rm.
8:26-27). Podemos orar no espírito, pelo Espírito de Deus, e isso, para além de
um recurso tremendo, pois oramos em linha com o coração do Pai, é uma arma
poderosa contra as forças das trevas.
Armas de Combate na Oração
A
oração tem terríveis inimigos no reino das trevas, mas Deus nos deu os recursos
inesgotáveis da Sua graça para nos conduzir em triunfo. Daniel 10:12-21 revela
o conflito espiritual para impedir a resposta às nossas orações. Efésios
6:10-18 deixa claro que a oração tem seu lado de batalha, mas 2 Coríntios 10:4-5
revela-nos que temos armas, da parte de Deus, para vencer essa batalha. Jesus
nos deu autoridade de ligar e desligar (Mt. 18:18). Podemos lançar mão dessa
autoridade e declarar guerra às forças de Satanás, enfrentando-as:
1 -
Na autoridade do nome de Jesus, a Quem tudo está sujeito (Lc. 19:10 e Mc.
16:17).
2-
Com a arma de combate, que é a Palavra de Deus (Ef. 6:17).
3 -
Sob a cobertura do sangue de Cristo e no poder do Espírito Santo (Ap. 12:11 e
Lc. 4:14). O inimigo será vencido por um poder maior (Mt. 12:29), pois "Maior é Aquele que está em
nós..."(1 Jo. 4:4).
Enfrentamos
o inimigo falando diretamente a ele, exercendo nossa fé na obra do Calvário. "Resisti ao diabo e ele fugirá de
vós" (Tg. 4:7).
Vitória Pessoal
Antes
que você possa ser um intercessor bem sucedido, precisa aprender a andar em
vitória e a encontrar resposta para as suas próprias orações. Eis porque
recomendamos que primeiro sejam estudados os diversos tipos de oração.
Todo
conhecimento deve ser posto em prática, para que produza seu efeito. Temos
aconselhado os guerreiros a se exercitarem no uso dos diversos tipos de oração,
gastando uma hora com Deus, de forma organizada, a fim de ajudar a formação de
um hábito e disciplina de orar de acordo com os princípios estabelecidos pela Palavra
de Deus. Sugerimos o uso da Roda de Oração, que está no apêndice deste livro.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
Sinal de Icônio em LIBRAS
O sinal de Icônio é com a configuração de mãos em "I" e com base em "B" lembrando o sinal de dividir, pois a igreja em Icônio estava dividida em sua opinião.
De acordo com o capítulo 14 dos Atos, ao chegarem na cidade, Paulo e Barnabé teriam feito um discurso em uma sinagoga onde uma grande multidão de judeus e gregos converteram-se ao cristianismo. Os judeus não convertidos organizaram um motim juntamente com os gentios, com o objetivo de os apedrejarem, o que obrigou Paulo e Barnabé a fugirem para as cidades de Listra e Derbe, situadas na Licônia.
No entanto, apesar da perseguição sofrida pelo apóstolo, a Igreja foi estabelecida na cidade e viria a ser visitada por Paulo em ocasiões posteriores, tanto no retorno de sua primeira viagem missionária como em outras. Paulo escreveu uma epístola às comunidades cristãs da Galácia, a Epístola aos Gálatas.
sábado, 27 de abril de 2013
Sinal de gentios em libras
Sinal de gentios com a configuração de mão em "G" lembrando o sinal de não combinar.
A palavra gentio designa um não israelita e deriva do termo latino gens
(significando "clã" ou um "grupo de famílias") e é, muitas
vezes, usada no plural. Os tradutores cristãos da Bíblia usaram esta palavra
para designar coletivamente os povos e nações distintos do povo Israelita. A
palavra é especialmente importante em relatos sobre a história do cristianismo,
para designar os povos Europeus que, gradualmente, se converteram à nova
religião, sob a influência do apóstolo Paulo de Tarso e outros. O próprio Paulo
nascera na actual Turquia mas tinha sido educado no judaísmo.
A partir do século XVII, o termo é mais normalmente usado para se referir a
não judeus. Com o mesmo sentido de gentio existe o termo goy, hebraico. Em
tempos recentes, ambos os termos deixaram de ser bem vistos, preferindo-se,
muitas vezes, usar a expressão "não judeu" como substituto. Para que
um homem gentio, não descendente de Abraão, pudesse ser incluído como parte do
povo judeu, devia, antes que tudo, aceitar ser circuncidado. Uma vez circuncidado,
ficava autorizado a ser considerado igual a qualquer nacional, com os mesmos
direitos e obrigações que todos os demais israelitas. Mas ser circuncidado não
significava converter-se em um israelita, simplesmente ficava autorizado a ser
tomado como um gentio aceito por Elohim para participar de todas as bênçãos e
obrigações da aliança. Urias, o heteu, é um exemplo de que os estrangeiros em
Israel sempre eram estrangeiros, mesmo recebendo os mesmos direitos e
obrigações contidas na Lei de Elohim.
Sinal de Paulo em LIBRAS
Paulo é um dos mais emblemáticos apóstolos seus escritos correspondem a uma porção incrível do novo testamento ele é conhecido como o apóstolo dos gentios. O sinal é com a configuração em "P" lembrando o movimento de missões por que Paulo é o grande missionário do novo testamento.
Saulo era judeu, nascido em Tarso, circuncidado ao oitavo dia depois de
nascido. Além do aramaico, também falava grego. Tarso era uma das maiores
cidades gregas do mundo antigo, uma cidade com um caráter asiático e qualidade
grega; recebera essa influência através dos colonos jônicos. Uma cidade livre,
debaixo do domínio romano. O elemento judaico, era à força da comunidade; um
grande centro universitário.
Na sua meninice ele aprenderia de sua mãe e do ensino da sinagoga a
história do velho testamento. Seu pai, que era um judeu rigoroso, provavelmente
um homem de uma boa posição social, enviara seu filho a Jerusalém para estudar
a respeito do mundo judaico. Conforme o costume judaico, talvez Saulo tivesse
13 anos quando chegara em Jerusalém para estudar na escola de Milel, onde seria
instruído pelo mestre Gamaliel, um profundo conhecedor da lei.
Saulo se tornou um profundo conhecedor da teologia farisaica, ele amava o
farisaísmo e o praticava com uma convicção forte de um hebreu dos hebreus; sem dúvida
era um orgulho para Gamaliel, o seu conhecimento, seu espírito de liderança que
logo alcançara. Quando partiu de Jerusalém, tinha um futuro brilhante em sua
educação rabínica. Podemos imaginar a alegria de seus pais, pois se tornara à
esperança de Gamaliel e o orgulho do seu lar.
Então, começou a persegui os seguidores de Cristo; que para ele não
passava de uma seita que deveria ser exterminada. Era, de fato, o perseguidor
mais respeitável que perseguia-os até a morte, algemando e metendo em prisões,
tanto homens como mulheres, chamando pra si esta responsabilidade. Assim
consentiu na morte de Estevão para acabar com esta heresia e salvar o
farisaísmo.
Ele era judeu, mas, provavelmente tinha mais de 30 anos. Se fora casado,
conforme o costume deles, não temos evidência do contrário. O fato dele não
está casado mais tarde, pode ser explicado na base de ele ter ficado viúvo.
Cada vez mais enfurecido, perseguia-os. Os que escaparam da morte,
tiveram que fugir da cidade. Era zeloso em sua perseguição, de tal maneira, que
perseguia-os até nas cidades estrangeiras. Ele se tornara o principal dos
caçadores de hereges de todos os tempos, foi reconhecido como líder do
farisaísmo agressivo e triunfante. Sentia-se lutando com o próprio Jesus.
A caminho de Damasco, continuava com sua perseguição; provavelmente ao
retornar finalizava com os apóstolos. No caminho, o sol do meio dia estava se
tornando cada vez mais quente. Quando chegasse, teria uma surpresa para os
hereges em Damasco e com certeza eles não esperavam.
Ninguém poderia resistir a Saulo, pois não era igual, em suas
habilidades, seus treinos e nem em suas experiências. Mas nesse mesmo caminho,
Jesus apareceu-lhe como uma luz resplandecendo em seus olhos, fazendo-o cair do
cavalo, recebendo uma cegueira. Agora Saulo estava frente a frente com o seu
pior inimigo. Começa então uma batalha com seu interior, pois não era novato no
farisaísmo. Conhecia bem a linha que dividia a teologia dos judeus e dos
discípulos de Jesus. Mas sem dúvida alguma encheu-se de reverência para
concordar com as demandas de Jesus Cristo.
Não há dúvida em sua conversão nesse diálogo com Cristo. Como se vê pela
pergunta que Saulo dirige a Jesus: “Senhor, que farei?. Neste momento, Paulo se
rende e de bom grado”. Daí em diante é escravo de Jesus.
1 UMA CRONOLOGIA DA VIDA DE PAULO
O que se conhece acerca da vida de Paulo encontra-se somente em atos e em
seus escritos antigos, conforme preservado no novo testamento. Assim, muito
pouco se conhece de Paulo antes de seu aparecimento em Atos 7.58. para se ter
informação sobre seus primeiros anos é necessário colher-se os poucos dados
disponíveis do novo testamento e interpolar-se nestes dados o que se conhece
acerca da época em que Paulo viveu. Um rapaz judeu da diáspora que recebera
treinamento rabínico em Jerusalém.
A palavra que Lucas usou para apresentar Paulo aos seus leitores foi neanias em atos 7.58 pode referir-se a
qualquer pessoa do sexo masculino de até 40 anos de idade. Isto indicaria que
Paulo nasceu próximo ao inicio da era cristã. O pai de Paulo, judeu da tribo de
Benjamin (filipenses 3.5) e fariseu (atos 23.6), era cidadão romano que vivia
num importante centro metropolitano de Tarso, na Cilicia, Ásia menor. A cidade
era um centro de educação, superado no tempo de Paulo somente por Atenas e
Alexandria. Como seu pai era cidadão romano, Paulo herdou essa cidadania.
Dentro do círculo da família, ele teria recebido suas primeiras instruções
religiosas de seus pais e um pouco mais tarde teria freqüentado a escola da
sinagoga local, como qualquer criança judia talvez ele também tenha freqüentado
uma das muitas universidades de Tarso para obter uma educação mais formal nos
princípios da retórica, lógica e filosofia. Isto contudo é somente conjectura
baseada na maneira pela qual Paulo demonstrou, em suas cartas, suas
familiaridade com a argumentação filosófica vigente. Ele tinha dois nomes
dados, um em latim paulus, que
denotaria sua cidadania legal romana e o outro em hebraico Saulo que seria usado na família e nos círculos judaicos. O nome em
grego é uma transliteração do nome latino, e não uma tradução do nome hebraico.
Dos irmãos e irmãs de Paulo sabe-se somente que ele tinha uma irmã morando em
Jerusalém na ocasião de sua prisão (atos 23.16). em certa época nos anos
iniciais de Paulo ele foi enviado a Jerusalém para estudar a lei rabínica,
sobre a orientação do bem conhecido mestre Gamaliel (atos 22.3). Parecia que
Paulo estava em Jerusalém na época do ministério ativo e ocasião da morte de
Jesus. Contudo, Paulo não dá certeza se viu Jesus nos dias em que esteve em
carne (2 Co. 5.16). houve muita discussão acerca de que Paulo foi casado alguma
vez. Pelo fato de que era necessário um rabi ser casado e era uma vergonha um
adulto não ser casado é mais provável que Paulo fora casado. Contudo, por que
não há nem uma referência em suas cartas acerca de uma esposa é lógico
pressupor-se que ela morrera antes da perseguição à igreja, conforme registrado
em atos 8. alguns interpretaram as palavras de Paulo em atos 26. 10 “...dei o
meu voto contra eles quando os matavam”, como significando que Paulo fora um
membro do sinédrio. Estas palavras dificilmente significam nada mais que Paulo
concordava com o julgamento do conselho. Um “mancebo” (atos 7.58) dificilmente
pertenceria a um conselho de anciãos sinedrion
(atos 5.21) em nenhuma parte, em suas cartas , Paulo sugere que tenha sido
membro da corte suprema judaica atos 9.1,2 e 22.5 apresentam Paulo como sendo
mais um funcionário que membro do sinédrio. Em atos, Paulo aparece pela
primeira vez na ocasião da morte de Estevão. Foi o zelo farisaico pelas
tradições dos pais que o levou a um conflito severo com os seguidores de Jesus
(Fl. 3.5-9). Ele era um dos lideres e, provavelmente o mais ardoroso na
perseguição inicial da igreja pelos lideres religiosos judaicos. Quando os
crentes fugiram de Jerusalém, Paulo pediu e recebeu permissão do sumo sacerdote
para procurar e prender os cristãos que ele esperava encontrar em Damasco (atos
9.1-2). Como fariseu leal e consciencioso, Paulo realmente pensava que estivesse
fazendo a Deus um serviço ao tentar destruir a nova seita blasfema (atos 22.3;
26.9 ver também, João 16.2 onde Jesus havia predito tal ação). A conversão de
Paulo na estrada para Damasco deve ter sido vista por Lucas como um dos mais
importantes acontecimentos do cristianismo primitivo há três narrativas deste
evento em atos: uma narrada por Lucas (Atos 9.3-19) e duas por Paulo (Atos
22.6-16 e 26.12-18). Embora haja algumas variações em cada uma das narrativas
estas podem ser explicadas pelo propósito de cada narrativa e audiência para a
qual cada uma foi pretendida. O elemento importante é que a experiência na
estrada de damasco transformou de um perseguido fanático da igreja em seu mais
ardente e capaz defensor e propagador. Em gálatas 1.17-18 podemos dizer que
Paulo passou algum tempo em Damasco foi para a Arábia e retornou para Jerusalém
depois de três anos. Ele foi recebido com suspeita pelos irmãos de Jerusalém, até
que Barnabé o aceitou e apresentou aos apóstolos (atos 9.26-27). Uma trama dos
judeus helenizantes contra a sua vida fez a igreja persuadi-lo a deixar
Jerusalém. Ele assim o fez e foi para a sua cidade, Tarso (atos 9.28-30). Dos
anos passados em Tarso, nada se sabe. Possivelmente uns dez anos foram passados
lá. Esses anos são chamados os “anos de silêncio” do ministério de Paulo. Lucas
registra que Barnabé, enviado pela igreja em Jerusalém a Antioquia da Síria,
foi a Tarso para obter a ajuda de Paulo em seu trabalho entre os gentios de
Antioquia (atos 11.25). Atos 11. 27-30 também registra uma visita na conhecida
época da fome a Jerusalém por Paulo e Barnabé que não é mencionada em mais
nenhuma outra parte do novo testamento. Os anos de fome ocorreram nos dias de
Cláudio César (41-54 d. C.) e por volta da época da morte de Herodes Agripa I (44
d. C.). há vários problemas críticos sobre a harmonização de atos 11 a 12 com
gálatas 2, mais estes serão discutidos a partir de outros pontos abordados
sobre a vida de Paulo, porem neste ponto, pressupõe-se que gálatas 2 refere-se à
viagem de Paulo a Jerusalém, conforme apresentada em atos 15. Depois de terem
retornado de Antioquia, Paulo e Barnabé forma enviados para fazerem o é
comumente chamado à primeira viagem missionária (atos 13.1-14). Esta viagem de
fundação de igrejas foi limitada à ilha de Chipre e as regiões da Ásia menor
sul-central, conhecidas como Panfília, Pisídia, Licaônia e Lícia. Isto foi
identificado por W. Ramsay, como parte da província romana da Galácia. Ao
retornarem de Antioquia, para relatar sobre seu trabalho, atos expõe o problema
que os levou a Jerusalém, conforma atos 15. este mesmo acontecimento é
apresentado em gálatas 2.1 como tendo acontecido 14 anos após a saída apressada
de Paulo daquela cidade para Tarso. Atos 15 e Gálatas tem tantos dados em comum
que pouca dúvida pode haver de as duas passagens se referirem a mesma
ocorrência. Supondo-se que as referencias de Paulo são das viagens que ele fez
a Jerusalém para consultar os apóstolos lá, na ocasião, é mais provável e a
vista de atos 11 a 12 não foi mencionado em Gálatas. Tendo obtido a aprovação
da igreja em Jerusalém sobre seu trabalho entre os gentios Paulo e Barnabé
retornaram a Antioquia e passaram mais algum tempo lá (atos 15.35). Este
escritor crê que foi durante sua estadia em Antioquia antes da segunda viagem
missionária que Paulo escreveu a epístola aos Gálatas.
Na segunda viagem missionária (atos 15.36; 18.22) Paulo e Silas,
visitaram as igrejas anteriormente estabelecidas e viajaram para Trôade
impedidos, pelo Espírito Santo, de evangelizarem mais na Ásia menor, eles
atravessaram para a Europa e fundaram as igrejas na Macedônia e em Acaia.
Quando esteve em Corinto (Acaia), Paulo entrou em contato com Priscila e
Áquila, judeus cristãos que haviam recentemente sido expulsos de Roma por
Cláudio. O édito de expulsão foi ordenado no IX ano do reinado de Cláudio,
cerca de 49 d. C.. Foi de Corinto que Paulo escreveu as duas cartas à igreja de
Tessalônica (na Macedônia). Depois de 18 meses em Corinto, Paulo foi acusado
pelos judeus descrentes perante Gálio, novo procônsul romano (51 d. C.). Paulo
foi inocentado das acusações trazidas contra ele e, após passar um pouco mais
de tempo em Corinto, viajou via Éfeso e Jerusalém. Para Antioquia da Síria,
chegando na primavera de 52 d. C.
Na narrativa da terceira viagem missionária, é transferida quase que
inteiramente para o ministério de três anos de Paulo em Éfeso (atos 19), quando
em Éfeso, Paulo escreveu pelo menos três cartas a igreja em Corinto: uma carta
perdida referida em 1 Co. 5.9. A primeira corintios canônica, é uma carta
angustiosa referida em 2 Co. 2.4 e 7.8. De 2 Co. 12.14 e 13.1, sabe-se que
Paulo fez uma rápida visita a Corinto e voltou a Éfeso. Deixando Éfeso após o
tumulto, Paulo foi para Trôade e Macedônia. Lá escreveu 2 aos corintios.
Prosseguindo para Corinto, Paulo escreveu romanos, na antecipação de visitar
Roma em seu caminho para Espanha, depois de levar uma oferta aos santos pobres
de Jerusalém (Rm. 15.22-28). Romanos teria sido escrita durante o inverso de 55
a 56 d. C.
Em Jerusalém, Paulo foi preso e a fim de salvar sua vida foi enviado ao
procurado romano em Cesaréia (atos 23. 12-35). Em Cesaréia ele foi julgado
perante Felix o procurador de cerca de 51 a 57 d. C. A datação da procuradoria
de Félix é um dos itens mais indefinidos do estudo do novo testamento. Supõe-se
neste nível que Félix foi chamado de volta por Nero em 57 d. C. E Festo tomou o
seu lugar naquele ano. Atos 24.27 afirma que Félix manteve Paulo em prisão
domiciliar por dois anos. Seguindo-se a chegada de Festo, tais eram as
circunstâncias, que Paulo alegando a prerrogativa de cidadão romano, apelou
para a corte de César no outono de 54 d. C. A perigosa viagem de inverso até
Roma se iniciou, chegando-se lá após grandes apuros na primavera de 58 d. C.
(atos 27.1-28) Lucas não relata em atos o resultado do julgamento perante Nero,
mais ele da a entender que após dois anos de confinamento, Paulo foi posto em
liberdade (atos 28.30) por volta do ano 60 d. C. Durante os dois anos em Roma,
Paulo escreveu as epístolas da prisão: Filemon, Colossenses, Elíseos e
Filipenses.
Com o encerramento de atos, qualquer história de maior atividade de Paulo
deve vir ou de seus escritos ou dos pais antigos da igreja. Clemente de Roma,
por volta de 96 d. C., escreveu que Paulo foi solto e pregou até as extremidades
do ocidente. Para um romano, isso só poderia significar Espanha, a península
ibérica. Das epístolas pastorais, sabe-se que Paulo voltou para o oriente,
passando por Creta, Éfeso, Troada e Macedônia mais não necessariamente nessa
ordem. Provavelmente da Macedônia ele escreveu 1 Timóteo. Tendo enviado Timóteo
anteriormente a Éfeso ou da Macedônia, ou de Corinto, Paulo escreveu a epístola
a Tito que ele havia deixado em Creta. Dos historiadores romanos, sabe-se que
em 19 de junho de 64 Roma foi incendiada e para transferir a suspeita de sua
pessoa, Nero pôs a culpa nos cristãos.
Por que Paulo o notável líder da igreja, havia sido julgado uma vez
perante Nero, pensa-se que Nero ordenou sua prisão e retorno a Roma, para
julgamento. Foi durante este segundo período de aprisionamento em Roma que II
Timóteo foi escrito. Uma tradição antiga afirma que Paulo foi martirizado
durante o ano do incêndio de Roma. a evidencia para esta tradição é mais forte
do que a sugestão de Paulo e Pedro, ambos, terem sido mortos no ano da morte de
Nero (68 d. C.) portanto Paulo foi decapitado pelas autoridades romanas
conforma se supõe em 29 de junho de 65.
Deve ser reconhecido que por causa de dados conflitantes entre os
historiadores antigos e o uso de pelo menos três sistemas de calendários
diferentes, a maior parte das datas é no máximo só aproximadas. As precisões
razoáveis são: a morte de Herodes Agripa I (44 d. C.), o decreto de Cláudio,
expulsando os judeus de Roma (49 d. C.) a designação de Gálio (51 d. C.), o
incêndio de Roma (64 d. C.), e a morte de Nero 9 de junho de 68. Mediante estas
datas, uma história razoavelmente precisa da vida de Paulo pode ser construída.
A. D. 1.................................................................................................... Nascimento
33-34......................................................................................................... Conversão
45.................................................................... visita
a Jerusalém pela época da fome
46-48.............................................................................. primeira
viagem missionária
49........................................ conferência
de Jerusalém (17 anos após sua conversão)
49-52............................................................................. Segunda
viagem missionária
52-56.............................................................................. Terceira
viagem missionária
56-57.................................... Prisão
em Jerusalém e dois anos da prisão em Cesaréia
57-58................................................................................................. viagem
a Roma
58-60................................................................... primeiro
aprisionamento em Roma
60-64.................................................. viagem
à Espanha, Creta, Macedônia e Acaia
64-65........................................... prisão,
segundo aprisionamento em Roma e morte
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